10 dicas para planejar sua viagem ao Marrocos

Pegar um avião e ir para lugares conhecidos como Miami, Paris, Londres ou Nova York exige um certo planejamento, mas nem de perto o planejamento necessário para viajar para locais como Índia ou Marrocos, onde todos os serviços são peculiares às culturas locais. Por isso, vejo tantas pessoas sofrendo em suas viagens para cá, por exemplo. Agendam hotéis sem a preocupação de onde fica, como é o acesso ao local. Contratam guias à distância sem conversar com ele pessoalmente para que ele entenda suas necessidades. Então, separei algumas dicas de planejamento de viagem para os que pretendem vir ao Marrocos em breve.

  1. – Converse com quem conhece bem o destino: Mesmo que você vá fechar tudo sozinho e não busca uma agência e um receptivo especializados, converse com essas empresas ou com pessoas que conheçam bem o Marrocos. Nem tudo aqui é como se espera e o principal é entender que essas diferenças são grandes;
  2. – Não reserve hotel na Medina sozinho: Riads são uma baita experiência. Ficar em um hotel típico, com um terraço panorâmico para a Medina soa excelente, porém alguns são em ruelas absolutamente escondidas, escuras, com acesso complicado. O carro para muito distante do hotel e você terá que caminhar até lá às vezes por 15, 20 ou 30 minutos. À noite, então, a coisa piora. Não se engane por mapas disponíveis na internet porque eles, muitas vezes, mostram ruas que na verdade mal passam duas pessoas ao mesmo tempo. O preço atrativo tem uma razão de ser. Você, com certeza, pagará menos por um local com muito menos atrativos e comodidades. Converse com sua agência/ receptivo antes de efetuar a reserva;
  3. – Planeje seu roteiro antes de comprar as passagens: Os bilhetes aéreos da Europa para o Marrocos são convidativos. De Lisboa, então, é ainda mais. Os voos geralmente demoram entre 1h30 e 4h e custam muitas vezes menos de 100 dólares, porém já garantir sua passagem sem antes fechar o roteiro pode te causar gastos extras. Por exemplo quem sai de Lisboa para Marrakech para ficar apenas 5 dias e deseja ir para o deserto. Com tão poucos dias disponíveis, com certeza, você irá sacrificar seu bolso ou sua viagem porque o ideal é sair de Casablanca para essa viagem;
  4. – A viagem para o deserto deve ser priorizada caso seja sua prioridade: Parece meio óbvio, né?! Porém os turistas compram passagens, marcam hotéis, pensam em tudo e pedem para que o deserto seja incluído no roteiro, mas como eu já falei algumas vezes, ir para o deserto não é uma viagem bate e volta. Saindo de Casablanca, ou de Marrakech com escala em Casablanca, os voos acontecem a cada 4 dias, ou seja, a ida ou a volta será de carro porque ninguém fica 4 dias no deserto. Dessa forma, você pode ir para o deserto perto de Ouazarzate saindo de Marrakech de avião, fazendo escala em Casablanca, e na volta para Marrakech você para uma noite em Ouazarzate para dormir porque senão ficará cerca de 12h no carro, em uma estrada sinuosa, ruim, sem pontos de parada. Ou ir para a região de Merzouga de avião e na volta para Casablanca parar em Fez por uma ou duas noites;
  5. -As distâncias não são o que parecem ser: Não adianta pensar que um trecho de 200km será feito em 2h nas estradas do Marrocos. Se você estiver falando de deslocamentos entre Marrakech – Casablanca – Rabat – Fez podemos pensar dessa forma, sim. Porém para todas as outras cidades não é assim. As estradas são viscinais, pequenas, mal acabadas – algumas vezes -, e para ir para qualquer lugar do deserto você precisa cortar a cordilheira do Atlas, então pode dobrar o tempo. Se 700km você faria em 7h, aqui será próximo de 14h;
  6. – Atente-se ao clima: As estações do ano são muito bem definidas por aqui, até demais, eu diria. O verão é extremamente quente e o inverso absolutamente rigoroso, então isso pode não ser o ideal para crianças, idosos ou para viagens para o deserto. De abril ao começo de junho e de fim de setembro ao começo de dezembro você encontra estações mais amenas;
  7. – Cuidado com o barato que sai caro: O país está em recessão, todos querem fazer uma baita viagem gastando o menos possível, mas a atração por preços mais baixos pode ser uma armadilha. Alguns deixam de contratar um receptivo como o da Morocco Imperial para contratar apenas um guia que fale português – ou portunhol -, e os acompanhe durante a viagem. O que ninguém te contou é que guias ganham comissão sobre as vendas e então esse guia vai te levar apenas nas lojas que pagam comissão para ele, o que não significa encontrar o melhor preço. Já vi cliente pagando 2.500 euros em um tapete em uma loja indicada pelo guia, mas que na verdade custa 500 euros em outra loja onde o guia não leva. Ou seja, toda a sua economia foi pelo ralo. O mesmo acontece com os transfers. O cliente opta por não contratar um receptivo porém pega táxis indicados pelos hotéis, que cobram preços fechados e abusivos, mas como você vai argumentar? Em árabe? Uma viagem que custa 3 euros para um marroquino sairá por 30 euros para você. Outro dia vi uma pessoa que optou por não contratar uma agência como a nossa e fechou sozinha o guia e o carro para os deslocamentos entre as cidades. O resultado? O motorista do carro era um doido, quase varou uma curva em um penhasco e por um milésimo de segundo não houve um desastre horroroso. Vale a pena?
  8. – Estude o país antes de vir: Chegar aqui sabendo mais sobre a cultura e a história fará toda a diferença. O Marrocos é um país que exala história por todos os poros. Não há um só milímetro de terra aqui que não tenha algo para te contar. Bons guias te contarão tudo, mas chegar com algum conhecimento fará a diferença;
  9. – A cidade azul é linda, mas… : Mas é muito longe!!! (rs) Cuidado ao planejar a sua ida para lá. O ideal é ou ter cerca de 5 dias para ir e vir parando em outras cidades como Rabat, Fez e Meknès ou chegar no país por Tanger e ir descendo até Marrakech parando em Chefchaouen, a cidade azul, e outros destinos. Sair de Marrakech ou de Casablanca de carro e ir até lá de carro não é impossível, mas poucos ou nenhum motorista fará isso porque é extremamente exaustivo e ultrapassará as horas que eles podem trabalhar;
  10. – Planeje algum tempo em um Spa marroquino: O Spa no Marrocos é delicioso! Sempre! As massagens, os hammans, os tratamentos especiais são de cair o queixo. Obviamente existem os melhores, os piores, os mais caros e os mais baratos, mas não necessariamente o mais caro é o melhor. É bom pegar indicações com pessoas que já experimentaram ou em reviews na internet. Busque informações sobre o Spa do seu hotel e se você quer uma experiência ainda mais real, procure um Hammam tradicional, que são locais onde os marroquinos vão. Você paga um valor próximo de 6 euros para fazer sauna e depois fazer a esfoliação tradicional marroquina, feita por um profissional que fica lá à disposição. Vale a pena!

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