Descubra o Marrocos: Conheça as Cidades Imperiais

Há muito para conhecer aqui no Marrocos, mas um dos roteiros mais procurados é o das Cidades Imperiais, as quatro cidades que foram capitais do país: Rabat, Fez, Meknes e Marrakech. São visuais completamente diferentes e que vale a pena serem conhecidos.

Rabat é a capital do Marrocos. É uma cidade moderna, limpa, com jardins centrais em avenidas que chama  bastante atenção. Há bairros bem modernos, com imensas casas dignas da região do Jardins, em São Paulo. Lá, encontramos o contraste da cidade nova, moderna, com a medina, ainda que pequena, porém bastante pitoresca, e locais como o Kasbah des Oudaias e os restaurantes da Marina de Rabat.

O Kasbah des Oudaias é um forte construído a partir de 1150 pelo Sultão Almorávida Abd-al-Mu´min como defesa das tribos Bouragouata e que hoje recebe vários visitantes que desejam passear pelas suas vielas azuis, lindas, que trazem um clima meio grego meio italiano para quem passa por lá, além de dar acesso às praias de Rabat, banhada pelo Oceano Atlântico. Há muitas famílias que moram lá, não é apenas um local turístico. Já a Marina de Rabat, onde os mais afortunados deixam seus enormes barcos, é um grande deck com restaurantes internacionais deliciosos, que valem o passeio.

Mas, para mim, a melhor visita na cidade é o Palácio Real de Mohammed VI, o atual rei. O rei tem um palácio e algumas residências reais várias cidades incluindo as imperiais e em algumas outras como Tânger e Casablanca. São várias residências reais numa mesma cidade, que também tem um palácio. É casa pra caramba!! E essa de Rabat é a única que você pode entrar e fazer foto no portão, já dentro dos jardins reais. Lá pode-se ver a Mesquita onde o Rei faz suas orações e onde recebe o povo em algumas festas religiosas, a entrada da administração do governo e a escola real onde os filhos do Rei estudam com outras crianças da família real e com crianças de todo o país que o Rei busca para terem a oportunidade de estarem perto da família real. São selecionadas as crianças mais inteligentes de diversos locais do Marrocos e elas são levadas a Rabat, com todas as despesas sua e de sua família pagas. Os pais são reposicionados no mercado de trabalho e, futuramente, essas crianças terão vagas de emprego junto ao futuro Rei. Assim é atualmente. Mohammed VI tem vários assessores pessoais e outros funcionários de sua confiança que são seus amigos de escola, trazidos de todo o país para estudar com ele quando era pequeno.

Fez (em árabe) ou Fès (em francês) é a cidade mais antiga do país, fundada em 789 por Mulay Idris. É considerada a capital religiosa e árabe do Marrocos. Enquanto várias outras cidades têm sua população quase que total descendente de berberes, aqui você encontra uma maioria proveniente dos colonizadores árabes. Em Fez você encontra a maior medina do mundo árabe, com 9.600 ruas, 320 bairros e 320 mesquitas, porque cada bairro tem a sua. São cerca de 400 mil pessoas vivendo dentro da medina, que é tão grande e tão completa, que algumas pessoas jamais saíram de lá para a cidade nova. Andar na medina de Fez é realmente uma tarefa para quem conhece (contrate um guia!) e para quem tem perna preparada, porque é imensa! O principal portão de acesso à medina tem duas cores. Do lado de fora ele é azul, desejando boas vindas. Do lado de dentro ele é verde para que fique a esperança de um retorno dos visitantes.

Meknes é, para mim, uma das cidades mais lindas do Marrocos. E o Granero, contruído por Mulay Ismail, no século XV, é um ponto de parada obrigatório. Lá era o antigo armazém de grãos da região, e por grãos entende-se 90% de trigo e 10% dos outros, e foi construído de certa forma que lá dentro, independente da época do ano, de qual ano, de qual século, sempre encontramos a temperatura de 14 graus. É realmente assustador você estar na rua com 43 graus e entrar num local com tanto frescor. As razões para essa manutenção da temperatura são muitas: porta de entrada pequena para perder menos calor com o exterior, corredores com grandes passagens para facilitar a circulação de ar, corredores formando uma meia lua e não retos, para aumentar a passagem de ar, sistema hidráulico embaixo do chão e jardim suspenso em cima do telhado. E ainda tem várias outras explicações, mas que não vou contar e vou deixar de surpresa para quando você for lá.

Marrakech é a cidade vermelha, a pérola do sul. Já falei bastante de Marrakech em outros textos, mas volto a dizer que a cidade mais visitada do país é também uma das mais bacanas de se conhecer. Aqui temos de tudo: restaurantes internacionais, restaurantes super tradicionais, muita cultura, entretenimento, monumentos históricos, descanso, agitação, esportes. É uma cidade bem eclética. De grandes hotéis com campos de golfe oficiais a pequenos e extremamente tradicionais riads encrustados no meio da medina, de shows de dança do ventre a shows de samba em churrascaria brasileira, de wake board a montanhismo no ponto mais alto do país passando por mountain bike (alô, Morocco Imperial Bike!) e escola oficial de futebol do Paris Saint Germain. Muitas pessoas que já vieram ao Marrocos visitaram apenas Marrakech, tamanha a fama da cidade com relação ao turismo. É, realmente, a cidade mais completa em opções aos turistas de todo o mundo.

E dai você me pergunta: “E cadê Casablanca nessa lista?”. Todo mundo acha que Casa (para os íntimos, sorry!) é a capital do país, que faz parte das cidades imperiais, que isso que aquilo. Engano seu. Ela é, sim, a maior cidade do país, com o maior porto do Marrocos e considerada a capital financeira do Marrocos, já que é lá que está o maior centro industrial e comercial do país, porém não é a capita oficial. A cidade ficou eternizada no filme “Casablanca”, de 1942, que conta a história de um romance que lá ocorreu enquanto o país ainda era comandado pelos franceses, mas a visita em Casablanca, para os turistas, é rápida. O principal ponto a se conhecer é a Mesquita Hassan II que tem o maior minarete de todas as mesquitas, com 200m de altura, de onde podemos avistar vários e vários quilômetros arredor da cidade. Também é uma das únicas abertas à visitação de não muçulmanos.

E depois de conhecer mais sobre o Marrocos você #vempramarrakech?

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