1001 noites – a experiência no deserto

Falou em Marrocos, lembrou de deserto. Esta conta é básica para a maioria das pessoas. E o sonho de passar uma noite no deserto permeia o imaginário daqueles que sonham em conhecer essas terras quentes e incríveis que temos do lado de cá do Atlântico. Pois bem, o sonho pode estar bem mais próximo de você do que você imagina. Isso porque há uma possibilidade de vivenciar tudo isso, dormindo em tendas, com conforto e toda a estrutura necessária para fazer com que a experiência seja ainda mais inesquecível.

Quem me segue no Snapchat (ou snapchato, como diz meu digníssimo marido) viu que estive lá nos últimos dias e mostrei os detalhes dessa viagem de três dias. Foram três dias extremamente quentes (acho até que voltei mais magra porque foi um intensivão de 72h na sauna), lindos, inesquecíveis, onde o cérebro demorou a realizar o que os olhos estavam vendo. É realmente de outro mundo. E se você quer que tudo seja mais perfeito ainda, você tem que ir com a Morocco Imperial Bike. A gente te leva para lá e cuida de tudo para você somente aproveitar sem esquentar a cabeça com mais nada, afinal, o sol já vai te esquentar todinho mesmo =)

Enfim, vamos ao que interessa: os detalhes da viagem. Para ir para o deserto, você precisa voar de avião de hélice. Essa é a primeira coisa a saber. Pessoas como eu, que tem medo de avião, precisam se preparar para isso! Porém, saindo de Casablanca, em apenas 1h10 você chega lá. E o voo é tranquilo, o avião não é tão pequeno, cabe cerca de 100 pessoas. A primeira noite você passa em um  hotel, já que os voos são tarde da noite, tipo 22h. Na manhã seguinte, um carro 4×4 te leva para o deserto, passando por estradas onde o cenário das 1001 noites começa a aparecer. É um infinito de areia por todos os lados, com uma estradinha estreita no meio, alguns carros e caminhões indo e vindo. Parece que está ligando nada a lugar nenhum, sabe?

No nosso roteiro, passamos por um pequeniníssimo vilarejo de nômades (pequeniníssimo quer dizer 2 tendas), onde uma família de umas 10 pessoas, no máximo, vive já no começo do deserto. Lá, conversamos um pouco com eles, tomamos um chá, comemos umas castanhas. E ao olhar ao redor, não víamos nada. Foi então que perguntamos de onde vinha a água, a hortelã do chá, as castanhas, e a Dona Fátima, uma senhora que vive nesta região e que muda com sua família e suas tendas sempre a procura de locais com mais chuva, nos explicou que o marido compra num mercado ali perto. “Perto quanto?”, eu perguntei. “Basta andar um pouco para lá e pegar um ônibus para chegar no mercado”, ela me respondeu. “Andar um pouco quanto?”, perguntei ainda mais curiosa. “Uns 7km”, ela me disse calmamente. Sim, eles andam 7km no deserto para fazer qualquer coisa, como comprar mantimentos, estudar, ir ao médico… quer dizer: 7km a pé além do transporte para leva-los à cidade mais próxima.

Além do vilarejo, visitamos uma fábrica de fósseis. Aquela região, há 6 milhões de anos, era oceano, que com o movimento da terra, acabou desaparecendo, porém, a sedimentação da terra manteve nas centenas e centenas de quilômetros de terra fósseis de várias espécies. Essas empresas da região extraem das montanhas esses fósseis e transformam as pedras em diversos artigos de decoração, móveis, pias, pratos etc. É bastante surreal olhar uma mesa de pedra com lulas, camarões e outras espécies que ali viveram e pensar que há tanto tempo estava tudo embaixo d´água e que não são desenhos, pinturas, são realmente parte da história, de uma forma extremamente palpável.

Almoçamos em tendas, também no meio do nada, onde nos serviram uma incrível salada, espetinhos, batatas, bebidas frescas e extremamente geladas e frutas. Foi algo surreal de acreditar, porque ao redor não víamos nada. Difícil imaginar de onde vem toda essa estrutura.

Depois dessas visitas, entramos no desertão mesmo. Aquele sem saída, onde você só vê areia, dunas, areia, dunas, areia, dunas, camelos e suas lindas tendas. Passeamos de camelo para ver o pôr do sol das dunas mais altas e ao anoitecer chegamos ao acampamento. As tendas são totalmente fechadas, protegidas do vento e da areia, com tapetes por todos os lados, banheiro com vaso sanitário mesmo, pia, chuveiro, cama de casal ou solteiro, mesa de jantar, cadeiras, buffet para você se servir nas refeições, tudo!! E as refeições são feitas sob medida. Meu marido pediu que me servissem algo vegetariano no jantar e assim foi feito. Café da manhã foi completo com bolos, pães, queijo, iogurte, café. Não faltou nada! Nem percebemos que estávamos em uma tenda no meio do nada e não em um hotel.

Na manhã seguinte, voltamos à nossa base, ao hotel, após um passeio de 4×4 com MUITA emoção pelas dunas. O motorista preparou um “show”, digamos, fazendo várias manobras na areia que me deixaram com a adrenalina mais a mil que o avião de hélice!

Mas, todo esforço de chegar ao local, o calor, os medos e as ansiedades de como seria essa noite à la Sherazade vale a pena porque é realmente uma das coisas mais lindas que já vi e vivi na vida!

Aos interessados, volto a deixar nossos contatos à disposição =)

Morocco Imperial Bike e Turismo

www.moroccoimperialbike.com.br

contato@moroccoimperialbike.com

Tel.: +55(11) 99616—3375

Instagram: @moroccoimperial

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